O Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) lamenta, profundamente, a morte de 27 pessoas em operação policial realizada na comunidade do Jacarezinho, nessa quinta-feira, dia 6.

O SAERJ também repudia, veementemente, a forma como essa operação foi feita e que causou tantas mortes, incluindo a de um policial civil. Aliás, nos causou enorme perplexidade a afirmação do governo de que toda a ação teria sido baseada em um “trabalho de inteligência”. Tal afirmação, nos parece, ser extremamente contraditória.

Também cabe lembrar aqui o trecho da nota pública da Comissão de Direitos Humanos da OAB RJ, que diz: “a incursão policial acontece durante a vigência de medida cautelar proferida nos autos da ADPF 635 (STF), cujo dispositivo reserva operações dessa natureza, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, a hipóteses completamente excepcionais e justificadas. E com acompanhamento do Ministério Público”.

Perguntamos, por conseguinte: o governo do estado respeitou essas determinações contidas na ADPF 635?

Mesmo na hipótese de observação dos parâmetros e protocolos determinados pelo STF, o alto número de mortes já observados nas primeiras horas da operação não eram indicativos suficientes para que as autoridades suspendessem a operação e evitassem que os números de óbitos chegassem a 25?

Com isso, o Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) exige apuração rigorosa sobre o que aconteceu no Jacarezinho, já considerada a operação policial mais letal da história do estado do Rio.

Claudio Goulart – presidente do SAERJ