Agência Brasil (16/03 – Roberta Lopes): Seis dois oito setores econômicos acompanhados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho contrataram mais do que demitiram em fevereiro.
O setor de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho no mês, com a geração líquida de 93.170 postos de trabalho. A construção civil, com saldo de 27.811 empregos, e a indústria de transformação, com 19.609, aparecem na sequência dos melhores desempenhos setoriais.
Já a indústria de transformação, apesar de ter apresentado o terceiro melhor resultado para o mês entre os oito setores pesquisados, mostra um dinamismo menor que o do ano passado.
Os dois setores que registraram mais demissões do que contratações foram o comércio, com saldo negativo de 6.645 empregos, e a agricultura, que fechou 425 postos de trabalho.
Entre as regiões, a que apresentou melhor desempenho foi a Sudeste, que expandiu o mercado de trabalho em 93.266 vagas; seguida das regiões Sul (39.522), Centro-Oeste (23.457) e Norte (3.965). A Região Nordeste foi a única que registrou saldo negativo em fevereiro, perdendo liquidamente 9.610 empregos. Segundo técnicos do Ministério do Trabalho, o mau desempenho se deve à sazonalidade das atividades do setor sucroalcooleiro.
Entre os estados, São Paulo apresentou o melhor saldo, com 55.754 postos de trabalho abertos, seguido de Minas Gerais (21.031) e Rio de Janeiro (16.071). Dos 21 estados, em sete houve mais demissões do que contratações. O pior resultado líquido foi o do Amazonas, com 472 empregos perdidos. Segundo o ministério, consequência do fechamento de vagas nas indústrias de material de transporte e de produtos elétricos e de comunicações.
Em fevereiro, o Brasil criou 150,6 mil empregos formais. No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), foram abertas 293.987 vagas. Segundo o ministério, “o resultado dá continuidade à trajetória de expansão do emprego, embora assinale redução no ritmo de crescimento quando comparado com os saldos dos mesmos meses dos dois anos anteriores.” Apesar da expansão do mercado de trabalho, foi o pior mês de fevereiro dos últimos três anos.